21e Biennale de la danse

“O Atlântico nos Olhos” é um projeto da artista Jessica Lemos, que conecta o Brasil e Moçambique por meio de um encontro artístico cultural. Em Maputo, a artista realizará uma exposição fotográfica "Máquina para moer o tempo" e vai oferecer oficinas de arte educação para jovens e adultos. O trabalho criado durante o intercâmbio será exposto nas ruas através de murais de lambe-lambe, criados de forma coletiva, com o desejo de fortalecer os diálogos sobre memória e identidade nos trânsitos afro diaspóricos.
Série Moçambique: Diálogos Multilinguagens
Núcleo de Artes – 144 R. da Argélia, Maputo.
Curadoria: Juci Reis e Jorge Dias
Exposição: 15 obras — Núcleo de Arte
Apoio: Instituto Guimarães Rosa e Embaixada do Brasil em Moçambique, ...
Núcleo de Artes – 144 R. da Argélia, Maputo.

Entre águas que tocam continentes distintos, mas que partilham um gesto ancestral, Linhas Invisíveis ergue uma ponte entre o Atlântico e o Índico. Nas fotografias de Filipe Oliveira e Lucas Souza, esses dois entornos — historicamente atravessados por deslocamentos, trocas e reinvenções — deixam de ser territórios separados e revelam uma corrente profunda: a da experiência afro-diaspórica que tece mundos.
A exposição, apresentada no Núcleo de Arte, em colaboração com Flotar Plataforma, Instituto Guimarães Rosa e Embaixada do Brasil em Moçambique, emerge do encontro entre comunidades pesqueiras da Ilha de Itaparica, na Bahia, e das regiões costeiras de Moçambique. Em ambas, o mar orienta o tempo, o gesto e a memória. E é na sutileza das práticas cotidianas — puxar a rede, consertar o barco, perceber os risos das crianças brincando na maré, acompanhar a conversa calma do fim da tarde, observar o pôr do sol — que o trabalho encontra o fio que aproxima as margens longínquas dos dois oceanos: aquilo que denominado como linhas invisíveis.
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Natsuko Okazaki, originaria de Kibichūō (Japón), desarrolla una práctica artística que expande la caligrafía tradicional hacia lenguajes contemporáneos, entendiendo la escritura como un acto corporal, irrepetible y en constante transformación.
Su obra se concibe como paisaje y experiencia fenomenológica, donde el espectador se integra a un campo sensorial vivo.
En su investigación de curaduría sensorial (2026–2027), en diálogo con la línea de Juci Reis, las piezas se transforman en experiencias expandidas que activan los sentidos y articulan relaciones entre arte, cuerpo y territorio.